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Proteínas em alta: carne suína cresce 5% no semestre
28/07/2026
A produção brasileira de carne de frango, carne suína e ovos deverá encerrar 2026 em níveis superiores aos registrados no ano passado. O crescimento será acompanhado pela ampliação da oferta no mercado interno e do consumo per capita das três proteínas. As novas projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) foram apresentadas hoje, durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo (SP).
Entre os setores analisados, a produção de carne de frango poderá crescer até 5,6% neste ano. Para a carne suína, a elevação projetada chega a 5%, enquanto a produção de ovos deverá avançar até 4,1%. No comércio internacional, os embarques de carne de frango e carne suína poderão crescer até 10,3% e 5,9%, respectivamente.
As projeções também indicam que o avanço das exportações ocorrerá simultaneamente ao aumento da oferta ao consumidor brasileiro. A disponibilidade interna de carne de frango deverá crescer até 3,1% em 2026, enquanto a de carne suína poderá avançar até 4,6%. O consumo per capita de ovos, por sua vez, deverá crescer até 4,5%.
“As projeções indicam crescimento da produção e do consumo per capita das três proteínas. Também teremos maior disponibilidade interna de carne de frango e carne suína, simultaneamente ao avanço das exportações dos dois setores”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
CARNE SUÍNA – A produção nacional poderá totalizar até 5,870 milhões de toneladas em 2026, alta de até 5% sobre as 5,592 milhões de toneladas registradas em 2025.
Os embarques internacionais poderão crescer até 5,9%, passando de 1,510 milhão de toneladas em 2025 para até 1,600 milhão de toneladas em 2026.
No mercado interno, a disponibilidade da proteína deverá avançar até 4,6%, alcançando aproximadamente 4,270 milhões de toneladas, frente às 4,082 milhões de toneladas de 2025. O consumo per capita poderá chegar a 20 quilos por habitante, ante 19,1 quilos no ano passado.
Para 2027, a ABPA projeta produção de até 6,050 milhões de toneladas e exportações de até 1,700 milhão de toneladas, com altas de até 3,1% e 6,3%, respectivamente.
A disponibilidade doméstica deverá ficar próxima de 4,350 milhões de toneladas, enquanto o consumo per capita poderá alcançar 20,4 quilos por habitante, crescimentos de até 1,9%.
“Os números indicam continuidade do crescimento em 2027. As primeiras projeções apontam avanço da produção das três proteínas, além de novas altas nas exportações de carne de frango, carne suína e ovos”, conclui Santin.



