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Peste Suína Africana atinge granja com mais de 21 mil suínos na Polônia

26/05/2026

Surto confirmado na Pomerânia Ocidental amplia alerta sanitário na Europa, enquanto a Alemanha monitora avanço do vírus entre javalis em dois estados

A Polônia confirmou um surto de Peste Suína Africana (PSA) em uma granja com 21.390 suínos na vila de Jarosławsko, na província da Pomerânia Ocidental, no noroeste do país. A ocorrência foi registrada em 18 de maio pela Inspeção Veterinária Central polonesa e acendeu novo alerta sanitário na suinocultura europeia, especialmente pela proximidade da fazenda com a fronteira da Alemanha, localizada a cerca de 70 km.

Seguindo os protocolos sanitários da União Europeia, todos os animais da propriedade deverão ser abatidos. O caso é considerado um dos maiores já registrados no país desde o início da disseminação da doença em granjas polonesas, em 2014, e ocorre em um período de maior atenção para a PSA, já que os surtos tendem a ganhar força com a elevação das temperaturas.

Caso está entre os maiores desde 2014

A propriedade afetada é a 571ª granja polonesa a registrar a doença desde o início da crise sanitária. Segundo os dados divulgados, trata-se da segunda maior unidade de suínos atingida pela PSA na Polônia, ficando atrás apenas de uma granja com quase 24 mil animais, infectada em 2020.

Desde 2014, apenas cinco das 571 propriedades afetadas tinham mais de dez mil suínos. Em 2025, a Polônia registrou 18 fazendas infectadas pela Peste Suína Africana, envolvendo propriedades de diferentes tamanhos e níveis de tecnificação.

Além dos registros em granjas comerciais, a circulação do vírus entre javalis segue como um dos principais desafios sanitários no país. Em 2026, os surtos em animais silvestres foram relatados no norte e no leste da Polônia. Até 20 de maio, 1.241 javalis mortos haviam testado positivo para PSA. Em 2025, foram 3.429 ocorrências, enquanto o recorde foi registrado em 2020, com 4.156 carcaças infectadas.

Alemanha monitora avanço em javalis

Na Alemanha, nenhuma granja de suínos foi infectada em 2026, mas o vírus continua avançando entre javalis em áreas monitoradas. Na Saxônia, estado que faz fronteira com a Polônia, o número de carcaças infectadas chegou a 71, segundo o banco de dados oficial de saúde animal TSIS.

O retorno da PSA à Saxônia ocorreu em abril de 2026, pouco depois de o estado declarar-se livre da doença, status possível após 12 meses sem novos registros. Na fase atual, foram encontradas 45 carcaças infectadas em abril e 26 em maio. Entre outubro de 2020 e fevereiro de 2025, a Saxônia já havia registrado 2.399 ocorrências em javalis.

Os casos atuais estão concentrados em uma área localizada cerca de 10 km a oeste da fronteira com a Polônia. Apesar da proximidade geográfica, os registros poloneses mais próximos estão a pelo menos 200 km da área afetada na Saxônia, o que reforça a complexidade do controle da doença em populações silvestres.

Renânia amplia zona de atenção

No oeste da Alemanha, a Renânia do Norte-Vestfália também ajustou suas zonas infectadas após a confirmação de nove javalis positivos no município de Netphen, cerca de 7 km ao sul dos casos já conhecidos. A movimentação indica que o vírus ainda não está controlado na região.

De acordo com os dados do TSIS, o estado já soma 701 mortes de javalis infectados. Em março de 2026, foram relatados 124 novos casos; em abril, 137; e, em maio, a contagem já chegava a 90 registros, ainda com parte do mês em aberto. Os surtos foram identificados em oito municípios, distribuídos pelos distritos de Olpe, com 348 casos; Siegen-Wittgenstein, com 325; e Hochsauerlandkreis, com 28.

A estimativa da população de javalis também passou a ser monitorada com mais precisão. Segundo a publicação alemã Top Agrar, o Ministério da Agricultura da Renânia do Norte-Vestfália utilizou drones com câmeras termográficas, entre fevereiro e março de 2026, para calcular o número de animais na zona interna protegida. O levantamento apontou cerca de 400 javalis no distrito de Olpe e 95 em Siegen-Wittgenstein. Com o início da época reprodutiva, a estimativa atual é de aproximadamente 1.500 animais na área.

Fonte: Feed & Food